Surfista Prateado- A galáxia que chora I

A pouco tempo descobri um herói do qual gostava muito mas não tinha muito conhecimento sobre, apenas da “divindade cósimica” da qual ele representava.

Nota do autor e editor: Não gosto de recorrer ao Wikipédia para desenvolver um post, mas o tamanho imenso com o qual o post se finalizaria, foi dividido em 2 partes, para a leitura não ficar cansativa. A primeira parte, retratando da primeira aparição dele, a segunda parte, a sua revista solo e recomendações. Espero que LEIAM e se interessem, por isso estou aqui.”

O  Surfista Prateado

O Surfista Prateado tem uma trama triste e reflexiva para com os padrões e hábitos terrestres, dentro deles, a destruição do meio-ambiente, a discrimanação e etc.
Stan Lee enquadrou toda a melancolia de um amor galático impossível ambientado em um planeta longíquo muito semelhante ao nosso planeta Terra.

O ano é 1966, um pequeno lanchinho entre Stan Lee e Jack Kirby resulta em varias questões de como seria a nova empreitada do Quarteto fantástico nas suas revistas mensais, que já contava com seus tão famosos e rotineiros vilões; Dr.Destino, Toupeira, Namor e por aí vai.

A vontade de jogar a familia fantástica em algo grandioso, maior do que todas as passadas, foi algo trabalhoso e difícil de se idealizar.

A nova proposta da dupla era ultrapassar qualquer tipo de barreira em questões de vilânia; Não poderia ser um simples homem, alguma raça alienígena ou um grupo de super-vilões, mas sim um ser do qual se assemelharia um grande senso de poder, temor e quase onipotência nos seus atos, que poderia destruir um planeta quando bem entendia, quando estava entediado, coçando a bunda em alguma constelação distante. Simples assim.

Conheça nosso amiguinho escarlate:

A chegada de Galactus na Terra foi marcada por essa página inteira, mostrada de um ângulo em que a sua maioridade sobre os humanos era reforçada.
Stan Lee fala que sua divindade cósmica ultrapassava qualquer clássificação genética humana, equivalente a superioridade do homem a uma simples formiga. Acertou em cheio.

A forma com a qual Stan Lee escrevia seus roteiros, o até nomeado “Marvel Way” (que foi descartado com o tempo), possibilitava uma participação maior dos desenhistas ao meter o bedelho e adicionar ideias em cima, criando personagens e acrecentando conceitos ao que bem lhe desejassem.
Com essa possibilidade e abertura de roteiro, Jack Kirby adicionou em seus desenhos que até então, incluam apenas Galactus, um homem careca,que usava como meio de transporte uma prancha e tinha a pele prateada.
Baseado na obviedade das características do personagem, Stan Lee o batizou como Surfista Prateado (Silver Surfer).

Kirby idealizou o personagem como um cavaleiro de poderes supremos dados pelo seu até então mestre, Galactus.
A tarefa do Surfista se baseava em apenas averiguar quais planetas seu mestre devoraria, seus atos são superficiais nos primeiros instantes de sua vida a terra, dos quais ficariam mais claro e justificados no futuro.

Dada então as ideias e as características, Stan Lee começou a trabalhar nos aspectos de diálogos em cima do Surfista, se baseando na forma com a qual a Jack Kirby o desenhara, viu que o personagem havia criado  um potencial muito além de um mero coadjuvante e decidiu criar características próprias do personagem, formando uma aura distinta e diferente em cima do personagem.

Stan Lee desenvolveu uma nobreza, uma conduta espiritual. O padrão de discurso do personagem, se assemelharia a um apóstolo que cruzava as galáxias. O Surfista teria atitudes bíblicas, algo totalmente puro e magnificamente inocente. Tornando-o em um ser de aspectos semelhantes a personagens religiosos.

Voltemos agora a parte em que o Planeta corre perigo…

O Surfista, cumprindo o papel que fora dado por seu mestre, prepara e analisa os padrões terrestres para que então seu mestre, consuma o planeta e sacie sua “fome”.
Entra em cena, então, o Vígia. Um ser cósmico que mora na Lua e  observa todos os grandes acontecimentos terrestres  sem mover um dedo , mas vendo que o planeta Terra não teria salvação, decidiu meter o bedelho na história e entregou a Reed Richards, a única arma capaz de deter o devorador de mundos.

Tarde demais, já que o trabalho do nosso amiguinho prateado já havia sido concluído, dando chegada ao seu mestre. Como você pode ver na imagem um pouco mais acima nesse mesmo post.


O Surfista então, se encontra com a namorada cega do Coisa, e se dá conta da semelhança dela com sua amada, da Terra com seu planeta natal e com a maldade e arrogância do seu mestre.

Advinha então o que ele fez quando bateu aquele peso na consiência?


A parafernalha do Vígia deu certo, mas a revolta do seu Arauto, fez com que Galactus banisse o Surfista da galáxia, e o prendesse na órbita do planeta em que ele adotou, fazendo o Surfista Prateado lamentar durante toda a sua estada por aqui.

A história da chegada do Surfista na Terra, até a primeira aparição de Galactus na terra, se desenrolou em três edições (Fantastic Four #48-#50) e foi apelidada pelos fãs, como a Trilogia de Galactus.

No próximo episódio: A vida e a morte do Surfista Prateado! NÃO PERCAM!

1 Resposta to “Surfista Prateado- A galáxia que chora I”



Deixar uma resposta

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Modificar )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Modificar )

Connecting to %s




What am I doing?

  • ng ia acertar 11 hours ago
  • de zuera se eu fosse do song pop eu colocava uma música do pearl jam com as opções stone temple pilots, creed, pearl jam e mauricio manieri 11 hours ago
  • errei no song pop aqui confundi pearl jam com stone temple pilots gostaria dizer que é passível de erro sim ou n 11 hours ago

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.